O dono do Grupo Bitcoin Banco (GBB), Claudio Oliveira, teve os bens penhorados pela Justiça na última sexta-feira (16), por conta de um processo de clientes que chega a R$ 13 milhões, de acordo com publicação do Valor Investe.



Segundo a matéria, os bens do empresário, que virou alvo de centenas de processos em vários estados, com acusação de clientes que alegam não conseguir sacar os recursos aplicados nas plataformas NegocieCoins e TemBTC desde maio, chegaram a ser empacotados, mas não foram levados.

De acordo com as informações apuradas pelo Valor Investe, as cobranças podem chegar à casa do bilhão e Cláudio disse que “em breve, detalhará em entrevista qual será a saída para essa crise, que se diz empenhado em resolver”.

Entre março e maio deste ano, o empresário, conhecido como “Rei do Bitcoin” apareceu em diversas colunas sociais por conta de festas, inclusive em uma com cobertura do apresentador Amaury Júnior. Na época, afirmou que a NegocieCoins tinha o maior volume transacionado do mundo, chegando a US$ 900 milhões ao dia em abril.



Conforme detalha o Valor Investe, “Com duas corretoras de criptomoedas próprias, eles (clientes) tinham ganho assegurado alternando posição entre a NegocieCoins e a TemBTC, pois o GBB, como “market maker” (provedor de liquidez), sustentava uma diferença de preço contínua que permitia arbitragem permanente nas cotações, de acordo com fontes“.

Em fevereiro, a empresa lançou um novo sistema, chamado de FortKnox, no qual os clientes depositavam Bitcoin e recebiam um código, mas perdiam a visibilidade de suas criptomoedas individualmente, tendo acesso apenas ao valor equivalente ao que colocaram ser multiplicado em grande velocidade.

No fim de maio, surgiram os primeiros problemas para saques e Oliveira disse ter sido alvo de uma fraude, com prejuízo de R$ 50 milhões em duplicação de saques. Desde então, as retiradas seguem bloqueadas e o Brasil Plural, que hospedava a conta corrente das plataformas, cancelou o contrato com a justificativa de não ter conseguido satisfazer demandas de controles internos.

Ainda segundo as informações, muitos clientes temem que o empresário esteja de mudança para a Suíça.